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Clã – Tira A Teima
Carlos Tê/ Hélder Gonçalves

Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte
Pensa bem antes de agires
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou

Tem cuidado e tira a teima
Que sou tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás
Vem sentar-te à minha frente
E diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim

Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Diz-me diz-me se vês o granito
Onde a cidade, os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas

Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
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expiação

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Ofereceram-me o livro no Natal (ou no aniversário?), não fazia eu ideia de que estava em rodagem e brevemente a estrear o filme. Não li, portanto, o livro antes do filme, como normalmente faço questão de fazer.

Esperava um filme fantástico, do tanto que tinha lido e encontrei um filme sofrido,emotivo, forte, carregado de murrosno estômago, da crueza da vida, da dureza do amor e do ressentimento e da necessidade de perdão.

Os minutos finais são valiosos, uma grande senhora, com uma grande força, com uma força que lhe vem de muitos anos que nos conta o final. Feliz.

sol de sábado

A entrevista com Lobo Antunes na Tabu desta semana faz-me pensar mais uma vez de como somos nós que nos deixamos envolver pelos livros, de como existe um momento certo para lermos cada um deles.

Para mim este não é o momento para ler o Lobo Antunes que já levei para cima da minha mesa de cabeceira, mas não duvido que em breve esse momento chegará, como sempre retorna, ciclicamente, a minha necessidade de escrever em páginas de papel os pensamentos que me vão na alma. E a vontade de o fazer oito horas por dia, enchendo páginas atrás de páginas com pessoas verdadeiras e emoções imaginas, mas escrevendo, escrevendo, escrevendo, para mim, para aquele caderno, para aqueles que, um dia, o abrirão.

miau

Hoje de manhã ao telefone a minha mãe diz-me que andam 2 tigres à solta em Lisboa. Ouço-a e sorrio. Mal ela sabe que um deles é fêmea e mora lá em casa…

Dirigia-me para uma consulta, cheguei um pouco antes do tempo e de imediato senti a falta do meu livro esquecido em casa, na pressa de mais uns minutos de sono antes de acordar, procurei uma tabacaria, um quiosque onde comprar uma revista e não encontrei e lembrei-me de uma livraria nas proximidades, das antigas, com cheiro a livros, com prateleiras recheadas, com títulos por todos os lados e perdi-me.

Reconheci a estranheza que me faz já movimentar-me em sítios assim acanhados, em ter poucos títulos com as capas em exposição, surpreendeu-me o tamanho da secção de esoterismo, religião e auto-ajuda, senti-me tentada a chamar a livreira e a pedir-lhe para me escolher um livro, daqueles que nos conquistam, mas acanhei-me, respirei fundo o cheirinho daqueles livros todos e fui-me embora, de mãos vazias, para as revistas rasgadas do ano passado do consultório médico.

happy days

Depois de jantar, aqui na sala, enquanto tento ver televisão ou estar um bocadinho no computador sentada no sofá o que mais se ouve é “Maria, NÃO!”, “Maria, não me mordas”, “Maria, Maria, Maria”…

depois da tempestade

Analisar cada coisa, ver os pontos fortes e fracos, trabalhar cada bocadinho como se dele dependesse toda a minha vida.

Afinal, qual é o pior que pode acontecer?